Mensagem da Direção
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Mensagem da Direção

Investido na função de Diretor desta Instituição de Ensino Superior que caminha para meio século de existência e presença no Vale do Jequitinhonha, especialmente na cidade de Diamantina, é com muito entusiasmo  que lançamos este instrumento de comunicação em nossa instituição. Desejo aos que deles se servir que sintam acolhidos pelos funcionários, professores, e alunos das Unidades Acadêmicas da FEVALE.

Falar é sempre um risco que aumenta na medida em tornamos público esta fala. Conforme o prólogo de um texto muito conhecido, In principio erat Verbum, et Verbum erat apud Deum, et Deus erat Verbum.”. Se for verdade, o poder da palavra em questão, então há de ter algum resquício de poder em nossas palavras de pobres mortais; acredito sinceramente que nossas palavras quando bem empregadas refletem de algum modo à palavra eterna ou sublime, livre de qualquer aspecto doutrinário.

Partindo deste pressuposto, devo reconhecer os nossos pronunciamentos como aquela “relação sem retorno” uma vez posta, e aí está a apropriação da responsabilidade pela palavra. Assim a palavra se faz para “além do contexto” por assim dizer uma “significação sem contexto”. O dia em que compreendermos isto, ou nos aventurarmos em sua busca e não dissociarmos a palavra e tudo o que ela significa da responsabilidade e da vocação de ser gente, - ser humano no sentido mais sublime deste conceito - então estaremos melhores enquanto “pessoa”.

É difícil falar da FAFIDIA, sem antes fazer memória a sua história, e o que esta tem significado. Em janeiro de 1966 nascia a Fundação mantenedora desta Instituição de Ensino Superior. Aqui destaco o saudoso Prof. Aires da Matta Machado Filho (Primeiro Diretor da FAFIDIA), o Sr. João Antônio Meira (Presidente da FEVALE na década de 1960), Dom Geraldo de Proença Sigaud (Arcebispo Metropolitano de Diamantina – membro da Congregação da FAFIDIA em 1968), Irmã Cecília Teixeira Guimarães (primeira Diretora em caráter provisório da FAFIDIA) e tantos outros nomes de peso histórico para esta Fundação. 

Já lá se vão muitos anos de dedicação à formação de professores para o Vale do Jequitinhonha. Mesmo em tempos difíceis, onde a crise parecia a sufocar, resistiu ao tempo e aos impasses históricos que aqui não cabem mencioná-los. Escola primaz da licenciatura para esta região do estado, com os recursos que cabia formou, Filósofos, Historiadores, Letrados, Pedagogos, Matemáticos e Músicos.

A Faculdade de Filosofia e Letras de Diamantina, no momento que se encontra hoje, onde seus cursos estão todos em extinção, assumimos uma postura de “desconstrução”, no sentido de refazer sob novos horizontes e perspectivas a nossa missão de ensino superior, onde há mais de quatro décadas presta serviços de extrema relevância no campo educacional ao Vale do Jequitinhonha.

Não se faz necessário muito discurso acerca do contexto social do Vale do Jequitinhonha. Lembremos inicialmente a sua fama de “bolsão da miséria”, fruto de todo um processo histórico desde a sua colonização. Mas vemos para além deste e de outros pré-conceitos, pois no nosso entender não podem ser generalizados; pré-conceitos estes que maculam a nossa imagem diante das outras regiões do estado e até mesmo do país; o que vemos por aqui é uma região com um enorme potencial e “explorado” incorretamente. Entre tantas políticas a serem implementadas, a nossa bandeira é a da formação humana e profissional, pois acreditamos que ela assim estruturada soma uma das bases fundamentais para a transformação de nossa realidade.

Temos visto uma preocupação enorme da parte do Governo Federal em abrir escolas nas diversas modalidades de ensino, algumas com qualidades que visam a excelência acadêmica e outras nem tanto. Acreditamos em uma educação superior de qualidade, capaz de nortear o individuo no todo, que consiga pensar o seu tempo, e articular estratégias éticas que viabilizam o bem comum. Entendemos que enquanto Instituição de Ensino Superior devemos acreditar e promover a relação de busca pela verdade que envolve todo o processo de formação do indivíduo. Esta relação deve ser conduzida para além do particular, mergulhando assim na dimensão comunitária. Certos de que alguns a buscaram de forma espetacular, outros nem tanto, e outros ainda sequer tiveram a oportunidade e forças para “aprender a aprender”, não mediremos esforços para assumir o nosso papel de mediadores na resposta a aquele chamado -“vocare” “vocatio” – de ensinar a aprender a aprender. 

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